Chinchila: adorável pet

                                                                       Enfermidades                                                                     

 

Esperamos sinceramente que seu chinchila de estimação nunca apresente estes sintomas, porém vale a pena citar as enfermidades mais freqüentes. Lembramos que, ao contrário de muitos animais de estimação, a chinchila NÃO necessita de nenhum tipo de vacina periódica.

Dica: se você possui um chinchila e deseja adquirir outro, mantenha o recém-chegado em quarentena pra evitar que algo possa ser transmitido ao chinchila sadio. Além do que, você realmente não iria conseguir colocá-los juntos de imediato... ;-) (veja procedimento de adaptação entre chinchilas na seção Comportamento - Adaptação).

Estresse calórico: ocorre quando o chinchila não suportou o calor do ambiente e caracteriza-se pela prostração, podendo haver convulsão ou desmaio. Se não cuidada imediatamente pode vir a óbito. Em tempos de aquecimento global, esta deve ser a principal preocupação dos criadores de chinchilas. Fique de olho nas previsões do tempo e assim que anunciarem um dia quente, prepara o local onde está seu chinchila com ar condicionado, ventiladores, circuladores de ar, pedras resfriadoras, gaiolas térmicas, o que estiver a seu alcance para evitar o estresse calórico. O mais preocupante é que não basta a marcação do termômetro de ambiente... basta a sensação térmica para que o chinchila não suporte o calor. Todo cuidado faz-se necessário! 

Tratamento: ao identificar os sintomas iniciais, trate imediatamente de refrescá-lo, colocando-o em cima do piso ou pedra de mármore em frente ao circulador de ar ou ventilador. Ajuda se molhar as orelhas e as patas. Aos poucos ele deve reagir. Evite a hipotermia molhando totalmente o chinchila ou colocando na geladeira; a maioria dos veterinários desaconselham estes procedimentos. Entre em contato urgente com o veterinário para que ele acompanhe o quadro. 


Chinchila desmaiado por estresse calórico. 


Foto (Odontovet, clínica especializada)  da má oclusão dos dentes incisivos de um chinchila. Pode ocorrer também nos molares. 

Má oclusão dentária: caracteriza-se pela irregularidade na mordedura, causando impossibilidade da chinchila cortar, triturar e mastigar corretamente os alimentos. Como conseqüência, a chinchila torna-se extremamente seletiva apenas escolhendo os alimentos de fácil mastigação, o consumo de ração e alfafa vai diminuindo e por isso fica desnutrida. A má oclusão quando está em estágio avançado faz com que a chinchila comece a babar e lacrimejar devido à dentição anormal pressionar as órbitas oculares. Pode ser adquirida através de um acidente ou por algum processo de descalcificação do organismo, mas também é conhecida como hereditária, em que o crescimento dos dentes é num ritmo acima do normal. Sendo uma doença hereditária e que pode causar a morte do chinchila nos casos mais graves, não é aconselhável colocar um chinchila portador de má oclusão em reprodução sob pena de transmitir este mal a seus descendentes. Por este motivo, adquira seu chinchila de um criador consciente e que faça o controle da má oclusão. A má oclusão nos dentes do fundo são os mais difíceis de serem identificados a tempo, somente um profissional qualificado conseguirá analisar mediante aplicação de anestésico.

Tratamento: em se tratando da má oclusão em fase inicial, um veterinário especializado em odontologia irá cortar os dentes incisivos e/ou lixar os molares. Nos casos mais graves o veterinário decidirá se o tratamento dentário será viável ou não. 


Fungos: no ano de 2010, fungos proliferaram rapidamente e em vários locais de São Paulo, e muitos chinchilas ficaram desprovidos da beleza de sua pelagem uniforme e exuberante. O fungo pode manisfestar-se de duas formas: fazendo cair os pêlos ou quebrando-os, confundindo-se com tricofagia. Identificamos o fungo quando a pele está vermelhada e com 'caspas'. Ao puxar os pêlos, estes saem com facilidade. Geralmente é tratada com pomada ou spray ao redor e na área afetada. Às vezes se faz necessário o uso concomitante de um pó anti-fúngico no banho e nos casos de infecção, até de antibiótico. Consulte o veterinário para um tratamento eficaz. Dica: controle a umidade relativa do ar que deve estar entre 40% e 60%, higienize o ambiente e não compartilhe o mesmo pó de banho ou utensílios com outros chinchilas para evitar a proliferação dos fungos e transmití-lo aos sadios.

 Esta chinchila teve quadro infeccioso devido aos fungos...

... e após o devido (e neste caso específico, trabalhoso) tratamento, aqui está a chinchila curada:


Tricofagia: caracteriza-se pelo fato da chinchila roer os pêlos dela ou de outra chinchila, podendo ser um indício de que ela esteja estressada ou com carência de vitaminas. Tente identificar as causas do estresse (falta de atividades na gaiola, privá-la do passeio que antes era freqüente, outro animal de estimação por perto, troca de ambiente, gaiola pequena, calor excessivo, desmamar e deixar ao lado da gaiola da mãe) e elimine o fator estressante. A tricofagia é identificada como hereditária quando nenhuma tentativa de cura obtém sucesso. Consulte um veterinário para indicar-lhe um suplemento alimentar adequado para este diagnóstico. Abaixo, uma foto de uma chinchila cujo companheiro de gaiola é tricofágico.



Diarréia: as fezes das chinchilas sadias são castanho-escuras e firmes. Se as fezes estiverem claras e moles, é hora de tratar a diarréia. Caso tenha oferecido recentemente a ela algum petisco, outro tipo de ração ou outro alimento, suspenda imediatamente a alimentação num período de 24 horas. Retire a alfafa e o suplemento durante o tratamento. Ofereça à ela pão torrado totalmente queimado (preto mesmo, mas espere esfriar, claro) e *não* retire a água pois precisa mantê-la hidratada. Após as 24 horas, aos poucos retorne a ração em pouca quantidade e observe a consistência. Se a diarréia persistir pelas 24 horas seguintes após a suspensão da alimentação leve-a ao veterinário pois provavelmente não será intoxicação alimentar. Vale a pena lembrar que nos dias que oferecer frutas frescas à sua chinchila a consistência das fezes será diferente dos dias em que a dieta é exclusivamente de alimentos secos, o que não caracteriza uma diarréia. Causas: alimentação inadequada, infecção bacteriana transmitida através de água ou de alimento, água mal tratada em que haja desenvolvimento de algas ou alimento armazenado de forma incorreta favorecendo fungos de umidade (que são extremamente tóxicos), estresse. A diarréia pode também ser indício de alguma outra enfermidade, como giardíase por exemplo.



Giardíase: o primeiro sintoma da Giárdia é o aspecto das fezes que estarão cobertas por um muco, seguida de diarréia e prostração, além da perda de apetite. As fezes também têm o odor alterado. Somente pode ser diagnosticado através de um exame de fezes chamado Faust, que indica a quantidade de protozoários existentes nas fezes. Estando acima do normal será necessário medicá-la. Procure um veterinário especializado caso sua chinchila apresente estes sintomas e diga-lhe da suspeita de giárdia. A giárdia pode ser transmitida através de água contaminada ou das fezes, quando a chinchila sadia come as fezes da chinchila contaminada. Se a sua chinchila estiver em tratamento de giárdia, separe-a dos demais e higienize a gaiola com um bom desinfetante de uso veterinário, como Herbalvet por exemplo. 


Luxações, fraturas internas ou expostas: geralmente ocorre nas gaiolas onde o piso, as plataformas e as escadas de acesso são engradadas ou quando o chinchila passeia sem supervisão subindo no guarda-roupas, na porta, nas janelas ou sacadas e saltando para o solo. Quando as gaiolas são totalmente engradadas, o chinchila em seu período de maior atividade pode prender a pata entre as grades e ao tentar retirá-la pode ficar preso ou pendurado, fazendo com que o peso do seu corpo ou movimentação cause uma luxação ou fratura no membro preso. Procure um veterinário imediatamente.



Cortes, arranhões, mutilações: não é raro acontecer da chinchila cortar-se, principalmente quando a gaiola não está devidamente segura. Procure o local suspeito da gaiola e lixe ou cubra de alguma forma para que ele não acesse mais o local. Nos casos mais brandos, limpe o corte com soro fisiológico e aplique extrato de própolis sem álcool em spray (encontrado em farmácias homeopáticas) ou baba de Aloe Vera (Babosa) duas vezes ao dia, por uma semana. Nos casos mais graves como cortes profundos ou mutilações, procure um veterinário urgente. Por vezes o corte é tão profundo ou acompanhado de fratura que há necessidade de amputar uma falange ou dedo evitando a perda total do membro. As mutilações geralmente ocorrem em brigas.



Parto Distócico: quando o bebê chinchila não está em posição normal para o nascimento e a mamãe chinchila tem dificuldade em parí-lo. Se o bebê chinchila encontra-se há mais de 15 minutos preso no canal vaginal, procure o veterinário imediatamente. Se não der tempo, lubrifique bem o local com vaselina líquida e ajude a fêmea, fazendo movimentos na barriga de cima para baixo e tentando puxar o bebê. Assim que o bebê nascer, se a fêmea não o fizer devido ao desgaste durante o parto, rasgue você mesmo a placenta para que ele respire.


Aborto:  quando a fêmea expulsa o bebê antes do tempo de gestação completar-se. Causas: alimentação inadequada e falta de vitaminas, infecções, enfermidades durante a gestação, quedas, sustos, calor excessivo, pegar de forma errada a chinchila ao pesá-la ou apalpá-la para sentir os filhotes. Procure um veterinário para tratamento adequado. Remédios intravaginais são desaconselhados devido à desproteção  da mucosa neste momento.


Pedras (cálculos) na vesícula urinária: formação de pedras devido ao acúmulo de minerais na bexiga. Cálculos podem causar infecção urinária. Os cálculos podem apresentar-se em vários tamanhos podendo ser previamente identificados através de raio-x ou ultrassonografia, mas os maiores provavelmente serão retirados através de procedimento cirúrgico. Sintomas: dificuldade ao urinar, urina avermelhada, dores (o chinchila geme ou grita ao urinar), febre, perda de apetite, tricofagia. Causas: predisposição genética e alimentação inadequada, excessivamente rica em Cálcio.  

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