Chinchila: adorável pet

                                                        Comportamento do chinchila                                                       

 

O chinchila é um animal dócil e tímido mas ao mesmo tempo curioso por natureza. 

São extremamente sensíveis e apegados às rotinas da casa. Qualquer objeto diferente colocado próximo à gaiola pode assustá-los. Um guarda-chuva aberto, um casaco ou bolsa em cima da cama ou até mesmo um perfume diferente pode deixá-lo acuado.

Nestes casos e principalmente nos primeiros dias após sua chegada em seu novo lar, o chinchila costuma se recolher e emitir um grito de alerta. Ouça o grito de alerta na seção Sons dos chinchilas.

Sempre que sentir alguma ameaça próxima, ele seguirá o instinto de alertar aos outros de sua espécie emitindo este som de alerta. Porém, à medida que for se acostumando com a rotina, os sons e odores do novo ambiente sua confiança aumentará e ele se sentirá mais seguro.

O chinchila costuma ser agressivo somente para defender-se. Entre eles, costumam demonstrar a dominância subindo em cima do outro chinchila, como se fosse uma cópula, mas este comportamento é notado tanto entre o casal quanto em chinchilas do mesmo sexo. Se seu chinchila aparecer de bigodes cortados, não se preocupe. Diz-se que cortar o bigode do outro chinchila é demonstração de dominância do chinchila dominante (o que cortou os bigodes) sobre o dominado (o que está com os bigodes cortados). 

Os chinchilas podem defender-se mordendo ou urinando no objeto ameaçador, que pode ser outro chinchila ou mesmo uma pessoa. Não é incomum chinchilas urinarem nas pessoas quando sentem-se acuados ou ameaçados, pondo-se de pé e acertando o jato de urina precisamente no seu alvo. Atribui-se o sistema de defesa do macho a morder e ao da fêmea, urinar... mas é possível encontrar casos de chinchilas fêmeas terem mordido e chinchilas machos terem urinado.

 

A chinchila e você

Você deve dar um tempo para que o chinchila se acostume ao seu novo lar. Para ganhar sua confiança nos primeiros dias, apenas o observe: sente-se em frente à gaiola e evite tossir ou espirrar, quando for levantar-se, faça-o devagar e não faça movimentos bruscos próximo à gaiola. Ele provavelmente ficará recolhido em sua toca ou em um canto da gaiola nas primeiras horas. Se for recentemente desmamado, talvez emita sons de comunicação chamando sua mãe. 

À medida que sentir-se mais seguro, a curiosidade irá substituir o medo e logo começará a explorar o novo ambiente. Neste momento é  hora iniciar a interação com ele. Lembre-se de fazer movimentos suaves, jamais bruscos. Lentamente aproxime suas mãos da gaiola e faça com que ele sinta seu cheiro. O chinchila o reconhece pela voz e pelo cheiro, uma vez que o sentido da visão não é um dos mais apurados.


Chega a ser absurdo, mas se você trocar o sabonete com que costuma lavar as mãos ou ficar gripado e tentar falar com ele com a voz rouca, é muito provável que ele se esconda de você e até emita o grito de alerta. Se for apenas a voz, limite-se a apenas interagir com as mãos ou se for o cheiro, terá de providenciar o antigo sabonete para que as coisas voltem ao normal... Logicamente, caso permaneça com o novo sabonete, terá de iniciar o processo de aproximação do zero. Este comportamento seguirá por toda a sua vida, porém com o passar dos anos, a freqüência com que isto ocorre irá diminuir drasticamente. Mas mesmo após anos de convivência, um espirro, um novo perfume, uma roupa volumosa ou uma mochila nova próxima à gaiola certamente poderão assustar seu chinchila.

Uma das melhores formas de aproximação é estimular a curiosidade do chinchila. Sei que ficamos ansiosos por logo querer que a chinchila corresponda aos nossos anseios, mas o que estou ensinando aqui é uma das formas mais rápidas de você conseguir isto. É assim que conquisto a confiança das minhas chinchilas.

Como estimular a curiosidade? Primeiramente, há de ter tempo disponível e paciência porque isso poderá demandar vários minutos pois você terá de ficar sentado em frente à gaiola. Quando estiver interagindo e aproximando sua mão da gaiola, aguarde que ela venha até você. Num primeiro momento, ela virá, sentirá seu cheiro e logo sairá correndo. Mas caso ela demonstre interesse cheirando,  mantenha a mão por pouco tempo e em seguida retire, lentamente. Ou ela sairá também ou vai enfiar o focinho pela grade tentando cheirar. Se ela agir da segunda forma, o serviço está bem feito! Assim você deverá agir com ela nos primeiros dias, provocando sua curiosidade, mostrando que quem tem interesse é ela e não você. Creio que desta forma ela se sinta mais segura e confiante!

Nas interações dos dias seguintes você poderá provocá-la ainda mais. Dê-lhe uma uva passa (ou um grãozinho de aveia em flocos) quando ela se aproximar. Obviamente ela irá adorar a uva e vai pedir mais. Quando ela pedir mais, diga que "não tem mais" e lentamente saia de perto da gaiola e fique um bom tempo afastado. Faça outras atividades, fique longe lendo um livro ou navegando na internet. Faça-o perceber que você só lhe dá vantagens! ;-) Nota: a uva passa deve ser dada sob estrita supervisão devido ao risco de cáries. Já um floco de aveia pode ser dado com um pouco mais de freqüência.

Procuro ganhar primeiro a confiança do chinchila, ao contrário de muitos que já o agarram e soltam para o passeio logo no primeiro dia devido à ansiedade (sei o quanto é difícil, afinal ele é tão convidativo!). Prefiro deixar estas atividades para mais tarde, depois que ele já se adaptou melhor ao ambiente, aos sons, aos cheiros e as pessoas e depois de sentir que ele está mais à vontade, sem se proteger o tempo todo na toca ou fugindo. Parto do princípio que forçá-lo a fazer as coisas simplesmente fará com que ele fuja soltando um tufo de pêlos a cada vez que tentar pegá-lo à força.

Após alguns anos criando chinchilas, afirmo: não tenho nenhuma chinchila agressiva. Lembre-se que as chinchilas só serão agressivas se sentirem-se acuadas ou ameaçadas. Elas precisam aprender a confiar em você! Mostre que você não é uma ameaça e sim aquele quem lhe alimenta, quem lhe dá de beber, que pode dar-lhe petiscos, banho, carinho. Cada uma de minhas chinchilas tiveram o seu tempo, o seu ritmo. Algumas foram conquistadas no primeiro momento em que as conheci, outras chegaram a levar um ano. No final das contas, todas elas atendem ao chamá-las pelo nome e vêm correndo se abro a porta da gaiola. Confesso que nem todas aceitam carinho, mas estou muito perto de alcançar isto!

Conquiste o seu chinchila com muito amor, carinho, paciência, respeito e cuidados. Com certeza ele irá lhe corresponder. =) 


Adaptando um chinchila a um outro chinchila 

A adaptação entre chinchilas geralmente não é rápida e baseia-se exclusivamente no cheiro delas. Se acostumarem ao cheiro de seu companheiro/a, é praticamente certo o sucesso de adaptação. Porém fica um alerta: pode acontecer de duas chinchilas não se adaptarem correndo o risco de ter de viverem separadas. Para fazer a adaptação entre chinchilas, você deve manter cada chinchila em sua gaiola, devidamente munida de bebedouro e comedouro. Se possível, para o dia oficial da adaptação das chinchilas, coloque-as em uma gaiola neutra (que não seja nem a da fêmea, nem a do macho) e com a forragem totalmente limpa. As probabilidades de sucesso na adaptação final serão maiores desta maneira. Porém, se isto não for possível lembre-se: SEMPRE coloque a fêmea na gaiola em que está o macho e NUNCA o contrário. Segue as adaptações entre os chinchilas, dividida por casos:

Entre filhotes

A adaptação entre filhotes costuma ser mais tranquila. PORÉM uma filhote fêmea *não* pode ser colocada com um macho antes que ela complete 8 meses de idade. A partir dos 8 meses ela estará com o organismo desenvolvido para iniciar a reprodução. No caso de querer adaptar um casal desde cedo, por segurança o filhote macho deve ser 4 meses mais novo que a filhote fêmea. Ou seja, no caso do filhote macho ser desmamado aos 2 meses, a fêmea já deve ter 6, o que dará uma margem de segurança para que ela atinja sua maturidade sexual quando o macho completar 3 meses (idade em que os chinchilas podem começar a procriar, porém são muito novos).

Coloque cada chinchila numa gaiola e inicie a fase de troca de gaiolas. Você terá de deixar de trocar a maravalha por alguns dias, esperando ao menos 2 dias após a troca da maravalha para que esta fique com o odor do chinchila para dar início ao processo de adaptação. Troque os chinchilas de gaiola e mantenha-os por 2 dias. Depois destroque e mantenha por dois dias. Troque novamente e mantenha-os por mais 2 dias. Após estes 6 dias, solte-os juntos, colocando uma gaiola de frente para a outra deixando-os explorar as duas gaiolas juntos. Abra as portas das duas gaiolas e com as mãos, evite que os chinchilas saiam da área interna das gaiolas. Veja a reação deles. Se for algo positivo, tente colocar os dois numa gaiola só. Se brigarem, separe. Se ficarem bem, deixe-os e os supervisione para que possa separar se necessário. Você pode, por segurança, juntar por apenas algumas horas e depois voltar cada um à sua gaiola. Fazer a troca de gaiolas após 2 dias e tentar juntá-los novamente por algumas horas até que se sinta seguro para deixá-los juntos por um dia inteiro. Faça isto preferencialmente num dia que esteja o tempo todo em casa para eventuais emergências.



Entre adultas

As chinchilas adultas geralmente levam um período maior para adaptarem-se.  A adaptação geralmente é longa e pode acontecer de nunca conseguir juntá-las, por isso é bom que sejam duas gaiolas de bom tamanho para haver possibilidade de criá-las separadas.

Estando cada chinchila na sua gaiola coloque uma gaiola próxima à outra, porém não grudadas para evitar acidentes. Chinchilas são naturalmente agressivas diante de outra chinchila, podendo ocorrer a perda de dedinhos das mãos nas brigas entre as grades, entre outras conseqüências. Porém vamos preservar os dedinhos de nossas chinchilas mantendo uma distância de aproximadamente 10cm ou mais entre as gaiolas. Deixe-as acostumando com o cheiro uma da outra. Se mostrarem estresse excessivo na presença da outra, comece colocando uma gaiola em cima da outra, sem contato visual. Depois de alguns dias, desça as gaiolas para ficarem lado a lado.

Quando notar que não estranham mais a presença da outra (o que pode levar dias) tente colocar as gaiolas bem juntas a ponto de ficarem 'grudadas' e observe. Faça isto num final de semana em que esteja presente e possa separar as gaiolas se necessário. Se houver sucesso, deixe uns dias assim. Caso contrário, separe e somente tente grudar as gaiolas sempre sob supervisão, deixando o máximo de tempo que elas permitirem.

O próximo passo é planejar passeios 'coletivos', soltando as duas juntas, sempre sob supervisão para evitar acidentes separando-as quando necessário. Espere ao menos 2 dias após a troca da maravalha da gaiola para que esta fique com o odor do chinchila. Troque os chinchilas de gaiola e mantenha-os por dois dias. Depois destroque e mantenha por 2 dias. Troque novamente e mantenha-os por mais 2 dias. Após estes 6 dias, solte-os juntos. Veja a reação deles. Se for algo positivo, tente colocar os dois numa gaiola só. Se brigarem, separe. Se ficarem bem, deixe-os e os supervisione para que possas separá-los se necessário.

Troque a maravalha e repita o processo. Você pode fazer várias tentativas desta maneira, até que eles aceitem o companheiro.

Porém, se mesmo após várias tentativas de troca você não conseguir adaptá-los, como 'tratamento de choque' ao final do sexto dia de troca de gaiolas, esfregue a serragem suja no corpo de ambos os chinchilas. Se possível aproxime as duas gaiolas ambas com as portas abertas e deixe que os chinchilas explorem a gaiola um do outro (impeça que eles saiam fora das gaiolas, pela lateral ou por baixo das portas, fique com as mãos bem próximas para evitar fugas).

Se após o tratamento de choque esses chinchilas não tolerarem a presença do outro, é momento de se pensar em criá-los separados. Não é raro acontecer de um chinchila simplesmente não aceitar a presença de outro na mesma gaiola.

 Adaptação entre fêmea adulta e filhote de 5 meses sem parentesco foi realizado com sucesso (em 15 dias)


 Adaptação entre filhote órfão e mãe adotiva

Infelizmente pode ocorrer do pequeno chinchila perder sua mãe ou a oportunidade de mamar naturalmente, seja por acidente com mãe ou falta na produção de leite. Deve-se então encontrar uma ama de leite para ele. Caso tenha outra fêmea que tenha dado à luz recentemente, você pode juntá-lo à outra cria, contanto que a mãe adotiva não possua mais de dois filhotes.

Pegue o filhote a ser adotado mais a mãe adotiva e esfregue os genitais de ambos. Caso isto não seja suficiente, pegue a serragem da gaiola da mãe adotiva e esfregue na cabeça, no dorso e na barriga do filhote a ser adotado para que o odor fique impregnado nele. Isto deve bastar para que ele possa juntar-se ao novo irmãozinho. Caso não tenha uma mãe adotiva para seu filhote e precise recorrer à amamentação manual, consulte mais informações clicando em: Reprodução.


Curiosidades sobre a 'personalidade' dos chinchilas

É interessante observar que cada chinchila tem sua 'personalidade'. Posso começar exemplificando o comportamento dos pais-chinchila.  

Tenho aqui 3 casais formados. Tenho um papai-chinchila que não participou em momento algum do parto (já houve dois). Ele fica no topo da gaiola observando o ambiente, como se estivesse ali para proteger sua família. Ao escutar a primeira respiração do bebê, ele desce, cheira a cria e a companheira e volta a subir para sua 'guarita'. Durante o crescimento dos filhotes, ele não é muito participativo, mas vez ou outra ajuda a limpar os filhotes.

Um segundo chinchila participa ativamente do processo do parto, inclusive sua companheira o chama para ficar ao lado dela. Ele fica ao lado, observando. Se ele sai de perto, a fêmea já o chama e ele volta, companheiro como sempre. Com os filhotes é carinhoso, mas não parece participar muito. Mas em caso de necessidade, ele é vigoroso: já o vi descendo um filhote quando este tentava escalar a grade.

Já o terceiro chinchila chega a ser um pai exagerado. A emoção do nascimento é tanta que ele quer fugir com o filhote na boca. Arrasta-o pela gaiola pra cima e para baixo. Sinceramente não entendi direito este comportamento durante o nascimento, se é instinto de proteção ou apenas alegria... ou sei lá o quê. O fato é que a mãe do filhote recém-nascido tem que correr atrás do pai para que lhe devolva a cria. Quando este sossega, é todo carinhoso com os filhotes: ajuda a limpá-los, dorme ao lado da fêmea quando esta amamenta no chão da gaiola, vigia os filhotes. E digo mais, ele não apenas cuida como também brinca com eles. Há uma certa idade em que os chinchilinhas aprendem imitando o comportamento dos pais e eu não sei quem é o mais 'criança', se são os filhotes ou o pai. Ele brinca, rola na serragem com os filhotes, brinca (ou ensina) de dominar. No final da brincadeira, é simplesmente encantador vê-lo dormindo ao lado dos filhotes, dando descanso à mãe.


 

 

Brigas

Infelizmente o motivo que me fez escrever sobre o assunto não foi dos melhores: um dos meus chinchilas sofreu ferimentos causados pelo seu companheiro de gaiola, seu irmão. Desta forma, achei interessante expor a situação aqui no site e aproveitar para relatar os vários tipos de briga que presenciei ou que ouvi falar a respeito.

Ao conversar com outros criadores já cheguei a escutar que brigas eram normais e que encontrar pêlos na gaiola fazia parte do dia a dia da criação de chinchilas pois os chinchilas soltam pêlos como método de defesa. Mas acho que o problema é saber identificar até onde/quando isso é normal.


Briga entre machos

Obviamente começarei relatando sobre a briga que me fez escrever esta seção 'Brigas'.

Certa vez soube de um caso de uma briga feia ocorrida entre dois machos sem parentesco. Eram adaptados já há algum tempo e nunca havia ocorrido briga entre eles, até que certo dia um deles foi morto pelo companheiro de gaiola. Foi algo aparentemente inexplicável, mas que na época vinculamos com a possibilidade de ter sido algum problema referente à época do cio das fêmeas que estavam em outra gaiola porém no mesmo ambiente.

Passado um tempo, adquiri dois chinchilas machos irmãos com 3 meses de idade e não me esqueci do caso dos chinchilas que brigaram. Como eram novos, optei por deixá-los juntos e... aguardar o futuro.

Uma das coisas mais notáveis na época do cio é a agitação dos machos que estão em gaiolas separadas das fêmeas. Em minha criação possuo tanto casais monogâmicos quanto solteiros e duplas ou trios do mesmo sexo. 

Na época do cio das fêmeas, o macho que está com a fêmea fica extremamente agitado com os machos vizinhos, creio que por motivos óbvios esteja defendendo território e guardando sua fêmea. Os machos solteiros ficam agitadíssimos em suas gaiolas emitindo seu 'canto' (que eu não sei se é demarcação de território ou se é para atrair as fêmeas). 

Paralelamente a isto, sempre observei a reação desses dois irmãos na época do cio principalmente quando atingiram 8 meses de idade, idade em que são considerados adultos. Às vezes nada acontecia mas às vezes brigavam. Alguns pêlos apareciam na gaiola, mas em pouca quantidade. Eu julgava ser 'briga entre irmãos', já que de vez em quando discutiam por comida (ou por banho quando viam os chinchilas ao lado banhando-se), ficando de pé um na frente do outro desafiando entre si até que um decidia ceder, e então o outro tomava a frente para comer primeiro.

Como a hierarquia ocorre naturalmente em determinados grupos de animais, passei a adotar a palavra 'alfa' para os chinchilas dominantes. Jazz notadamente é o alfa ao lado do seu irmão Tango. Geralmente os chinchilas alfa são maiores pois sempre serão os primeiros a se alimentar para depois deixar o outro chinchila se alimentar, beber, descansar. Vale a pena lembrar que no caso de haver um casal, não há regra: tanto o macho pode ser alfa quanto pode ocorrer o contrário. Tenho um casal cujo macho é o alfa e outro em que a fêmea é alfa.

No caso de famílias nem sempre o matriarca/patriarca fica com a dominância. Tenho um trio cuja filha é soberana sobre a mãe e a irmã, e ela também é a maior das três.

Justamente por este motivo sempre aconselhamos deixar comida disponível no cocho no caso de haver duas ou mais chinchilas na mesma gaiola. É sempre bom deixar comida disponível para o chinchila não-alfa, pois ele será o menos privilegiado na hora da refeição. Devemos dar à ele a oportunidade de encontrar comida quando o chinchila alfa lhe der uma folga permitindo acesso ao cocho. 

Bem, voltando aos alfas e ao Jazz... reparei que na última briga entre Jazz e Tango, a quantia de pêlos estava acima do normal. E... só havia pêlos de Tango. Fiquei observando e mesmo após as brigas os dois voltavam a dormir juntos normalmente, como de costume. Mas no quarto dia pela manhã, a quantia de pêlos de Tango que retirei da gaiola era muita e quando retornei do trabalho à noite, havia uma ferida na orelha de Tango. Isso realmente nunca havia acontecido, nunca houve ferimentos antes. Decidimos tirar Tango da gaiola de Jazz. Assustei-me pois Tango não costumava deixar tocá-lo e desta vez, foi fácil demais: ele me deixou pegá-lo sem resistência alguma. Daí, pude notar que algo realmente não estava bem. Passei antisséptico na orelha e quando examinei o restante do corpo de Tango, havia mordidas onde havia falhas de pêlo. Havia locais totalmente desprovidos de pelagem. Creio que se eu não tivesse tirado Tango da companhia de Jazz, algo pior poderia ter acontecido.

Tango recebeu os devidos cuidados nos ferimentos e recupera-se bem. Já no primeiro momento em outra gaiola, ele comeu e bebeu água. Creio que Jazz o estava privando de tranquilidade. Saciado, a primeira coisa que Tango fez foi repousar e parecia sentir-se aliviado, longe da presença ameaçadora do irmão.

Portanto, cuidado se notarem brigas... algo corriqueiro pode tornar-se grave e talvez fatal se não estivermos presentes na hora do incidente. Sigam a intuição... se notarem algo diferente no comportamento, algo excessivo, não esperem demais, poderá ser tarde.

 

Chinchila_Briga

Mordidas no dorso do chinchila após uma briga entre irmãos que viviam na mesma gaiola 

 

Briga entre casal

Geralmente ocorre quando a fêmea não está disposta a acasalar. Pode ocorrer do macho 'casado' sentir o cheiro do cio de outra fêmea que esteja no ambiente e tentar acasalar com sua 'esposa', que na verdade não está em época. Pode surgir daí uma briga.

Entre o casal geralmente ocorre uma disputa até que acertem quem será o dominante. Montam em cima do outro, aparam-lhe os bigodes. O chinchila dominado geralmente comerá e beberá depois do dominante. O chinchila 'dominado' pode apresentar os bigodes curtos, dando-lhe o status de rebaixado no nível hierárquico (rs). Há dias de calmaria em que ambos comem e bebem sem disputa, mas há dias em que a dominância de um sobre o outro é perceptível.

Próximo ao parto a fêmea costuma ficar mais territorialista do que já é normalmente, o que também pode gerar brigas entre o casal. De forma semelhante ao ocorrido com Jazz e Tango, um casal meu brigou feio 10 dias antes do parto. Encontrei muitos pêlos do macho na gaiola e retirei-o. A fêmea ficou desesperada, observando para onde havia ido seu companheiro. Achei que depois de alguns minutos poderia retorná-lo. Foi o que fiz. Ao retornar à gaiola o macho foi recepcionado com muitos carinhos, mas após alguns minutos, mais pêlos foram encontrados na gaiola. Optei por retirá-lo de vez, mantendo a gaiola dele bem próxima.

Já ouvi casos graves de brigas entre casais mesmo após anos vivendo pacíficamente. 


 Briga entre filhotes/irmãos

A briga entre filhotes pode ocorrer a partir do nascimento: a luta pela sobrevivência, pelo alimento. Principalmente quando há o nascimento de 3 ou mais filhotes e a mãe tenha disponível somente duas mamas cheias de leite, eles irão brigar pela posse do alimento. Há de se tomar cuidado com a briga entre filhotes pois já nascem com dentes e ferimentos graves chegam a ser fatais. Verifique se os filhotes estão bem alimentados e não estão brigando. Geralmente em crias com mais de 2 filhotes já é necessário entrar com amamentação manual para evitar este tipo de briga. Fique atento.


Briga entre mãe e filhote

Costuma ocorrer justamente quando há disputa pelas mamas. Além de agredir ao irmão, o filhote costuma brigar também com sua mãe. Avança ameaçando morder, morde-lhe as mamas quando não há leite suficiente. Justamente neste caso, pode ocorrer de uma das mamas ficar comprometida e gerar daí mais brigas, já que o alimento se tornará escasso. Observe se os filhotes não estão brigando em demasiado, pode ser que a fêmea não esteja dando conta de alimentar os filhotes e você terá de alimentá-los manualmente. Para maiores detalhes sobre como alimentar os filhotes recém-nascidos, consulte a seção do site sobre Reprodução: http://www.chinchilapet.net.br/reprodu%C3%A7%C3%A3o-chinchila.php. Fique atento a ferimentos nas mamas que podem evoluir para uma mastite e comprometer a saúde da fêmea, impossibilitando-a de amamentar.


Briga entre fêmeas

Houve somente um caso de briga que ouvi falar a respeito de briga entre fêmeas. Havia uma família formada por 3 chinchilas: 1 macho e duas fêmeas. Uma das fêmeas deu à luz dois lindos filhotes e decidiram separar as fêmeas junto com a cria em uma gaiola maternidade. A fêmea que não havia parido atacou a fêmea e os filhotes conseguiram (sabe-se lá como) fugir da gaiola. Infelizmente os ferimentos foram fatais. A agressividade foi atribuída por suposição à mudança repentina de ambiente não tolerada pela agressora. Neste caso, talvez seria teria sido melhor isolar o macho e manter as fêmeas e filhotes na gaiola original. Infelizmente não há como saber o que aconteceu de fato. 


Posições estranhas na hora de dormir 


Às vezes você pode levar um susto ao encontrar seu chinchila em posições estranhas ao dormir. Eles dormem estirados, de barriga para cima, sentados, curvados, esparramados... cada um no seu estilo! De tão relaxados, chegam a nem se mexer ou atender ao nosso chamado levando-nos a um momentâneo desespero. Algumas posições são tão incomuns que nos deixam de fato preocupados! Confira abaixo algumas posições diferentes - e engraçadas - em que os chinchilas acabam dormindo.


Chinchila dormindo gostoso
Chinchila dorme perna cruzada
Chinchilas dormem estranho
Chinchila dormindo estranho
Chinchila dorme estranho
Chinchila dormindo bolinha

 


Chinchila Dormindo Enrolado
Chinchila dormindo engraçado


Estas posições de dormir (estavam de fato dormindo!) foram registradas em minha criação - com exceção das fotos creditadas -  e confesso que até resolver tirar essas fotos, levei bons sustos ao encontrá-los em certas posições! 

Com calma para não assustar seu chinchila durante seu sono mais profundo, primeiramente verifique se a respiração está normal.

Chame-o ou faça o barulho do pote de comida ou do saquinho de suplemento. Você pode também abrir a porta da gaiola,  geralmente com o barulho da porta abrindo eles se levantam prontamente achando que vão ganhar alguma coisa (alimento, banho, carinho, passeio).

Se ainda assim ele não se levantar você deverá tocá-lo suavemente e se ele de fato não acordar é hora de ligar para o veterinário: ele está desmaiado. Mas geralmente os chinchilas estão apenas dormindo excessivamente relaxados!

Sleeping Chinchilla
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